| dc.description.abstract |
Argumenta que o povo brasileiro nunca teve a oportunidade de escolher o sistema de governo após a Proclamação da República, sendo o presidencialismo imposto pelos vencedores do golpe de 1889. Embora o novo regime tenha sido aceito, o povo brasileiro não se conformou com o presidencialismo, como demonstram os movimentos revolucionários logo após a Proclamação, como a Revolução Federalista de 1893 e a Revolta da Armada em setembro do mesmo ano. Esses movimentos buscavam democratizar a República por meio do parlamentarismo, mas foram derrotados. Após essas revoltas, o regime presidencialista se consolidou, com o apoio das oligarquias estaduais que fortaleceram o poder central. Ao longo da história republicana, o povo continuou sem voz e sem poder de decisão, embora tenha se rebelado em várias ocasiões. A Constituição, que garantiu o poder aos detentores do sistema presidencialista, tornou-se um dogma, e a repressão a movimentos contrários ao regime foi intensa. A luta contra a hipertrofia do poder executivo, característica do presidencialismo, foi uma constante, com destaque para a Campanha Liberal de 1929 e a Revolução de 1930, que visavam modificar o sistema de governo, mas falharam em cumprir as promessas feitas. Pilla questiona em que momento o povo brasileiro se manifestou a favor do presidencialismo, já que, na realidade, muitos movimentos, como os de Ruy Barbosa, buscaram reverter o sistema que fortalecia o poder pessoal do presidente. |
pt_BR |