Resumo:
Refuta o argumento do deputado Dantas Júnior, que utilizou o sorites de Nabuco de Araújo para se opor ao sistema parlamentar e à dissolução do Parlamento. Explica que o que Nabuco de Araújo criticava não era o sistema parlamentar, mas o arbítrio do Imperador, que tinha o poder de nomear e demitir ministros de forma autoritária, sem eleições legítimas. Nabuco, em seu discurso, estava protestando contra os vícios do regime monárquico, onde o Imperador utilizava o Poder Moderador para controlar o governo, o que dificultava o funcionamento de um sistema representativo adequado. Também ressalta que, ao contrário do que Dantas Júnior sugeria, o sorites de Nabuco não era uma crítica ao sistema parlamentar, mas sim um questionamento sobre as falhas do governo imperial. Ele destaca as reformas que ocorreram, como a reforma eleitoral de Saraiva, que permitiram um sistema eleitoral mais justo e representativo, garantindo a participação efetiva da população nas eleições. Defende que, atualmente, o Brasil possui um sistema eleitoral mais avançado e democrático, em que o voto é uma realidade consolidada. Portanto, utilizar o sorites de Nabuco de Araújo como argumento contra o sistema parlamentarista é, para Pilla, um anacronismo que não se justifica diante da evolução do processo eleitoral no país.