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Discute a possibilidade de a oposição, especialmente a União Democrática Nacional (UDN), colaborar com o presidente Getúlio Vargas em um governo de concentração nacional. Começa apontando a desnecessidade dessa colaboração, uma vez que Vargas, embora eleito por uma minoria, conseguiu obter ampla base parlamentar, graças ao apoio de partidos que anteriormente o combatiam. O governo já tem o apoio do Congresso e os recursos necessários para a obra que alega querer realizar, não sendo, portanto, necessária a participação da oposição. Questiona também se essa colaboração seria útil. Ele argumenta que, ao integrar a oposição ao governo, isso resultaria na supressão da oposição parlamentar, que é vital para o equilíbrio do sistema democrático. Critica a ideia de um governo onde os partidos se dissolveriam no poder pessoal do presidente, característica do regime presidencialista. Para ele, a única situação em que a colaboração entre vários partidos no governo é aceitável é no sistema parlamentar, onde há responsabilidade solidária perante o Parlamento. Conclui que, além de desnecessário, o governo de concentração nacional seria prejudicial, pois levaria à dissolução dos partidos e ao enfraquecimento da oposição. Ele reflete sobre o dilema apresentado por alguns jornais, que sugerem que a oposição deve colaborar ou correr o risco de perecer, questionando se colaborar em tais condições não significaria, na verdade, começar a perecer. |
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