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Critica o projeto que regula os salários dos jornalistas, destacando a falta de compreensão de sua importância para a democracia. Ele argumenta que, embora a intervenção em empresas de natureza econômica seja discutível, o que está em jogo é a função política e social do jornalismo. Segundo Pilla, a imprensa deve ser vista como algo mais que uma empresa mercantil; ela é essencial para a preservação e o funcionamento da democracia. Ao sufocar a imprensa, como sugerido pelo projeto, seria possível eliminar a liberdade de expressão e prejudicar o regime democrático. Observa que, ao invés de valorizar a alta função política da imprensa, o projeto propõe condições mais severas para os jornais, comparadas a empresas de caráter econômico. A proposta, portanto, inverte a lógica que deveria ser adotada: a imprensa, com sua função social e política, precisa ser protegida, enquanto empresas exclusivamente mercantis devem ser tratadas de forma diferente. Destaca que muitos jornais, especialmente os que defendem ideias e princípios em prol da sociedade, sobrevivem apenas com sacrifícios contínuos. São esses jornais, que têm uma alta função social, que correriam risco de desaparecer, já que a regulação proposta favorece apenas empresas jornalísticas financeiramente poderosas. Conclui que, com essa política, a imprensa no Brasil estaria sendo reduzida a um mero instrumento econômico, o que prejudica a função social que ela exerce. |
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