Resumo:
Critica a ideia de extinguir os partidos pequenos, condenando uma visão antidemocrática e reacionária. Ele usa o exemplo do Partido Liberal na Inglaterra, que perdeu importância eleitoral devido ao crescimento do Partido Trabalhista, mas continua existindo como uma orientação política válida. Argumenta que a história do Partido Liberal ilustra como um partido pode perder sua relevância eleitoral, mas ainda manter sua contribuição ideológica para o debate político, podendo eventualmente ser retomado com maior força. Também discute a atualidade do liberalismo, afirmando que, apesar de sua diminuição, ele continua sendo uma ideologia relevante, principalmente no contexto de críticas ao intervencionismo econômico. Destaca a importância de permitir que essas correntes políticas, como os liberais, possam se organizar e atuar politicamente, mesmo que seus números sejam pequenos, pois sua ausência empobreceria o debate democrático. Aponta que, assim como na Inglaterra, onde a extinção do Partido Liberal nunca seria cogitada, no Brasil não se deve sucumbir à tentação de suprimir partidos menores. A lição que ele considera importante é a da sabedoria política inglesa, que respeita a diversidade de partidos e ideologias, algo que o Brasil deveria aprender, sem tentar imitar soluções que funcionaram em contextos diferentes.