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Discute a proposta de extinção dos pequenos partidos, que é defendida com base no argumento de que a Constituição exige partidos nacionais. No entanto, ele destaca que o tamanho de um partido não determina necessariamente seu caráter nacional. Muitos dos maiores partidos do Brasil são, na prática, alianças regionais que, embora tratem de questões nacionais, não deixam de atender a interesses locais. Por outro lado, há partidos menores que, apesar de sua limitada organização, são nacionais pela essência de suas ideias e propósitos. Exemplifica com o partido que propõe a instalação da república parlamentar ou o socialista, que busca mudar o sistema econômico, ambos com propostas nacionais, independentemente do alcance geográfico. Ele argumenta que um partido nacional deve visar ao todo, não apenas a uma parte do país, e que a exigência de tamanho como critério para definir um partido nacional é um equívoco. Para ele, essa perspectiva acabaria criando apenas alianças estaduais, não verdadeiramente partidos nacionais. Também menciona que já foi convidado a concordar com a fusão de pequenos partidos, o que sempre recusou, pois, na sua visão, tal fusão não representaria uma verdadeira união política, dado que as diferenças ideológicas e programáticas entre os partidos não seriam compatíveis. Ele alerta que essa solução artificial pode ser imposta caso o teto eleitoral para os partidos nacionais seja elevado. |
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