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Critica a compatibilidade do sistema presidencial com os chamados governos de concentração ou de união nacional, como o acordo interpartidário presidido por Dutra. Ele argumenta que, no sistema presidencialista, o presidente da República detém todo o poder executivo, e os ministros agem apenas como secretários, sem real influência nas decisões políticas. Observa que, em um governo de união nacional, a colaboração efetiva dos partidos só seria viável se o país adotasse um sistema de gabinete, ou seja, um governo coletivo e responsável, como ocorre nos sistemas parlamentares. Para ele, no presidencialismo, o presidente depende de uma maioria no Congresso. Caso não tenha essa maioria, entra em conflito com a oposição, mas continua governando por ter recebido um mandato popular. Critica essa dinâmica, afirmando que a única maneira de resolver o impasse seria a transição para um governo de gabinete, em que o apoio do Congresso se torna crucial. Ele cita a monarquia inglesa como exemplo, onde, em situações semelhantes, surgiu o sistema parlamentar. Também menciona uma entrevista de Odilon Braga, presidente da União Democrática Nacional, que concorda com Pilla, destacando que no presidencialismo brasileiro, o presidente possui todo o poder do Executivo, o que impede a verdadeira união entre os partidos. Conclui refletindo sobre sua própria transformação de presidencialista para defensor da preeminência do Congresso no sistema democrático. |
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