Resumo:
Discute a autonomia do Distrito Federal, abordando argumentos favoráveis e contrários. Ele defende que a democracia é um processo de tentativa e erro, onde decisões podem ser corrigidas caso se revelem prejudiciais. Assim, conceder ou negar a autonomia não é uma questão irreversível. Critica o senador Assis Chateaubriand, que pediu a intervenção das Classes Armadas para impedir a autonomia, acusando os vereadores do Rio de serem uma "quadrilha de salteadores". Pilla ironiza essa visão, questionando se os militares também deveriam agir contra corruptos de maior escala, o que tornaria a situação insustentável. Ele reconhece, porém, que uma intervenção militar pode ocorrer no país, mas não pelos motivos apontados por Chateaubriand. Para ele, o problema fundamental do Brasil não está na autonomia municipal, mas na estrutura de poder que mantém a irresponsabilidade governamental e permite a decadência da vida pública. Faz referência à Revolução de 1945, que derrubou o Estado Novo, afirmando que uma nova ruptura política pode ser necessária se as reformas essenciais não forem realizadas. Essa futura revolução, segundo ele, não ocorrerá para impedir a autonomia do Distrito Federal, mas sim para libertar o país dos seus exploradores e restaurar sua consciência política.