Resumo:
Acusa Getúlio Vargas de ser um "pecador impenitente" contra a democracia e a Constituição, praticando essa violação por pensamentos, palavras e ações. Ele argumenta que Vargas mantém uma mentalidade autoritária, expressa-se como um ditador potencial e usurpa o poder do Legislativo, contrariando os princípios constitucionais. Critica a ideia varguista de participação política dos trabalhadores, apontando que a Constituição define a soberania popular baseada na cidadania, e não na organização sindical ou corporativa. Para Pilla, Vargas busca transformar o Brasil em uma República Corporativa, onde o poder se sustentaria na lealdade dos sindicatos, enfraquecendo a representação política baseada nos partidos. Reforça que, de acordo com a Constituição, o poder emana do povo, que inclui trabalhadores e não trabalhadores, e que os sindicatos devem atuar apenas no âmbito profissional e econômico, sem interferir na estrutura política. Ele adverte que a proposta de Vargas representa uma subversão da ordem constitucional e uma ameaça ao regime democrático. Por fim, ele defende que os trabalhadores devem sim se preparar para a política, mas dentro de partidos políticos, e não de sindicatos, pois só assim poderão exercer um papel político legítimo, sem cair na demagogia populista varguista.