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Critica a postura do líder da maioria, Gustavo Capanema, em relação à convocação dos ministros de Estado ao Congresso. Capanema, ao condicionar a convocação do Ministro do Exterior à sua aprovação prévia, subverte o sistema constitucional brasileiro. Pilla argumenta que a Constituição, especificamente o artigo 54, obriga os ministros a comparecerem ao Congresso quando convocados, sob pena de crime de responsabilidade. Essa prerrogativa da Câmara e do Senado, de convocar ministros, deve ser soberana, sem que o ministro tenha poder para decidir sobre seu comparecimento. Vê como problemática a prática de submeter a convocação ao consentimento do ministro, o que, segundo ele, enfraquece a independência dos poderes e contraria o artigo 36 da Constituição, que assegura a separação entre os poderes Executivo e Legislativo. Ao permitir que um membro do Executivo dite a agenda do Legislativo, a proposta de Capanema resulta em uma distorção do regime presidencialista, enfraquecendo a autonomia do Congresso e sua capacidade de fiscalizar o Executivo. Conclui que essa medida compromete a soberania do Poder Legislativo e coloca em risco a independência entre os poderes, essenciais para o funcionamento democrático do país. |
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