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Reflete sobre a divisão social gerada pelo uso do automóvel, destacando uma hierarquia entre os que possuem veículos e os que caminham pelas ruas. Ele descreve, com crítica, duas classes de cidadãos: aqueles que dominam o espaço urbano ao volante e os pedestres, considerados pela sociedade como seres inferiores. Para Pilla, os motoristas se sentem superiores, e muitos parecem agir com indiferença ou hostilidade em relação aos pedestres, tratando-os com desdém e até com perversidade. Ele observa que a posse do automóvel, para algumas pessoas, parece liberar comportamentos agressivos, comparáveis aos efeitos do álcool, que desinibem tendências agressivas ou desprezíveis. Sugere que o automobilista, com seu poder sobre o tráfego e a vida dos pedestres, se comporta de maneira imprudente, muitas vezes como se fosse capaz de atropelar alguém com o único objetivo de sentir prazer em assustar ou machucar. Compara essa atitude a entregar uma arma a uma criança, um ato irresponsável que pode gerar consequências graves. Ao final, questiona como proteger os pedestres, os "miseráveis", contra os excessos e desvarios dos motoristas, destacando a desigualdade social e a indiferença que perpassam essa questão urbana. |
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