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Critica a concessão de uma verba de vinte e cinco milhões de reais para a construção de um novo edifício para o Senado no Rio de Janeiro, cidade que em breve deixará de ser a capital da Federação, conforme a Constituição. Para Pilla, esse gasto exagerado, sem a reforma do atual edifício, representa um adiamento, ou até uma revogação, da mudança da capital para o planalto central, uma disposição constitucional que, apesar de ser amplamente aceita, não é desejada por muitos. Destaca que a proposta de transferir a capital para o interior do país enfrenta resistência, já que poucos desejam sair do Rio, dada sua atratividade, mesmo com os problemas de infraestrutura. Observa que o fato de os senadores pedirem uma nova sede no Rio, mesmo com a capital em vias de mudança, reflete o desinteresse por essa mudança. Mesmo com a resistência dos senadores, a Câmara aprovou a verba, e Pilla sugere que o problema da mudança da capital será resolvido apenas com uma grande revolução, dada a relutância generalizada. A crítica principal de Pilla é que, apesar da formalidade e da cortesia parlamentar, a verdadeira motivação por trás da aprovação da verba é a falta de vontade política para efetivar a mudança da capital e enfrentar as dificuldades de se mudar para o interior do país. |
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