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Aborda o problema da polícia como sendo, acima de tudo, uma questão política e de governo. A qualidade da polícia, seja boa ou ruim, depende diretamente da maneira como o governo a conduz e utiliza. Embora o aspecto técnico, como a seleção, organização e remuneração dos policiais, seja importante, o papel do governo é crucial na utilização eficaz desses recursos. Destaca que uma boa polícia mal dirigida por um governo incompetente acaba sendo ineficaz, e o inverso também é verdadeiro: uma polícia mal equipada pode funcionar bem quando conduzida por um governo responsável. Ilustra sua argumentação com o exemplo dos coronéis Alcides Etchegoyen e Nelson de Melo, que transformaram a atuação policial no Brasil ao mudar a mentalidade que orientava a força policial. Ele questiona como a polícia pode garantir os direitos dos cidadãos quando o governo permite ou até incentiva abusos de poder. Sugere que o problema não está somente na polícia, mas no governo que tolera ou até acentua suas falhas, como foi o caso do brutal atentado de um delegado contra um advogado. O ministro da Justiça, Negrão de Lima, ao tomar providências para corrigir o abuso, é um exemplo de como a ação de um governo responsável pode fazer a diferença. A verdadeira questão, portanto, não está só na polícia, mas na liderança política que a direciona. |
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