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Faz uma crítica à proposta de reforma do governo anunciada pelo senador Etelvino Lins, que visaria promover uma descentralização administrativa. No entanto, Pilla argumenta que a reforma não é verdadeiramente estrutural, pois não modificará a essência do governo. Em vez de mudanças profundas, o que se propõe é apenas o aumento do número de ministérios, com a criação de mais sete ou oito pastas, a fim de conciliar o apoio dos diferentes partidos. Apesar do aumento do número de ministros, a relação de dependência do Presidente continuará a mesma, sem descentralizar efetivamente o poder. Observa que, com essa reforma, o governo continuará funcionando de maneira centralizada, onde os novos ministros estarão tão subordinados ao Presidente quanto os anteriores. O aumento do número de ministérios não resultará em uma mudança nas dinâmicas internas do governo, nem trará maior autonomia para a administração. Para ele, a reforma não altera a estrutura ou o funcionamento do governo, sendo, portanto, uma medida superficial. Em resumo, ele critica a reforma como uma tentativa de aparentar mudanças sem efetivamente transformar o sistema de poder, o que a torna ineficaz para resolver os problemas estruturais do governo. |
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