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Aborda a reforma administrativa proposta pelo presidente Getúlio Vargas, que, segundo ele, tem um caráter principalmente político, visando atrair partidos da oposição para compartilhar as responsabilidades do governo. Critica a falta de sinceridade e transparência no processo, destacando que o governo, por ser pessoal e irresponsável, não poderia pedir colaboração sem assumir a responsabilidade coletiva. Nesse contexto, ele elogia a posição dos partidos Libertador e Republicano, que exigiram do governo um compromisso com um governo coletivo e responsável antes de aceitar qualquer colaboração. Critica a postura de outros partidos, como a União Democrática Nacional, que, por contradições internas e falta de firmeza, aceitaram a colaboração sem condições claras. Ele também aponta o erro do Partido Social Democrático e do Partido do Brigadeiro, que, ao se renderem à proposta do governo, comprometeram-se sem conseguir obter as concessões necessárias. Segundo Pilla, a principal falha da oposição foi não ter rejeitado essa manobra de forma clara, em vez de se render à demagogia e à pressão da opinião pública. Para ele, a falta de visão clara e decisão firme entre os partidos da oposição contribuiu para o fracasso de uma postura política coerente e eficaz, que deveria ter sido defendida com mais coragem e clareza. |
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