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Critica a falta de eficácia no governo de Getúlio Vargas, especialmente em relação às promessas feitas no discurso de Ano Novo, que incluíam o congelamento dos preços. Embora Vargas tenha recuado do erro de congelar apenas os preços sem ajustar outros fatores, como salários e impostos, Pilla questiona se a promessa de um congelamento simultâneo desses fatores será cumprida. Ele argumenta que, embora seja fácil prometer congelamentos, a realização dessa tarefa exige uma grande capacidade organizacional, fiscalização rigorosa e uma força moral que o governo atual não possui, especialmente devido à sua origem na corrupção. Observa que o governo de Vargas, em vez de corrigir as causas da carestia, como a deficiente produção e transporte, tem adotado uma política intervencionista que só cria dificuldades, sem melhorar efetivamente a situação econômica. Critica ainda o modelo de monopólios que restringe a produção e favorece poucos privilegiados, o que resulta numa situação econômica ainda mais angustiante para o Brasil, comparada à de países derrotados pela guerra. Ele conclui que, em vez de promover uma política de abundância e desenvolvimento, o país foi submetido a uma política de escassez, prejudicando o crescimento e a estabilidade. |
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