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Discute o conceito de “ministério de experiência” no contexto do sistema presidencialista brasileiro. Ele começa questionando a ideia de um governo de “experiência”, já que, no sistema presidencial, o governo não é uma experiência compartilhada entre ministros, mas sim uma experiência centralizada no presidente. Observa que, no presidencialismo, o presidente tem o poder de traçar e executar o programa de governo, e não há espaço para a flexibilidade de mudar a liderança do gabinete, como ocorre no sistema parlamentarista. Portanto, no presidencialismo, a verdadeira “experiência” é uma prova de resistência para o povo, que precisa suportar um governo conduzido por um único homem até o fim de seu mandato. Critica a ideia de um ministério de experiência como uma tentativa de Getúlio Vargas de desviar a responsabilidade por falhas de seu governo. Ao criar esse ministério, Vargas queria transferir a culpa para seus ministros, enquanto escondia sua própria incapacidade de governar. Para ele, a verdadeira solução seria transformar o governo presidencialista em um governo de gabinete, como sugerido pelo Partido Libertador, onde os ministros teriam, de fato, a responsabilidade de conduzir o governo de forma coletiva, minimizando a concentração de poder nas mãos do presidente. Conclui que o modelo presidencialista atual está falido e precisa ser reformado. |
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