Resumo:
Aborda a questão da transferência da capital do Brasil para o interior, mais especificamente para o planalto central, é debatida com uma crítica direta à postura do governo e do Senado. Embora a mudança seja um mandato constitucional, Pilla observa que as ações atuais sugerem um total descaso com essa obrigação. A questão é tratada como um "imperativo constitucional", mas as ações práticas indicam que, na verdade, a transferência não está sendo de fato considerada, nem mesmo nos planos de construção de novas sedes, como o do Senado e o Ministério do Exterior. Esses projetos contradizem a ideia de mudança, já que sugerem investimentos significativos em obras no Rio de Janeiro, o que, na visão de Pilla, é um desperdício de recursos, dado que em breve a capital seria deslocada. Critica duramente essa incoerência, apontando que, se a capital realmente deveria continuar no Rio, seria necessário modificar a Constituição de forma transparente, ao invés de simular ações que não levariam a lugar algum.
Acusa os governantes de falta de sinceridade e decência, considerando o processo um escárnio para o povo brasileiro, que ainda não merecia tal postura do governo. A crítica é feita à falta de coragem para assumir decisões claras e coerentes em relação à mudança da capital.