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Aborda as consequências do ato de cassação do registro do Partido Comunista no Brasil, iniciado pelo sr. Barreto Pinto. A decisão foi inicialmente desacreditada, mas o governo, ao supor que a extinção do partido significaria a eliminação do comunismo, cometeu um erro grave. Embora o Partido Comunista tenha sido formalmente extinto, sua presença e influência aumentaram. Aponta que a questão comunista se tornou mais preocupante e disseminada após a cassação, com o movimento se infiltrando em diversos partidos, sem um partido específico para representar seus interesses. Menciona, como exemplo, a campanha do petróleo, onde a influência comunista se fez sentir, embora nem todos os envolvidos fossem comunistas ou cripto-comunistas. A mesma situação se repetiu com a discussão do acordo militar entre Brasil e Estados Unidos, onde muitos que defendiam a independência nacional estavam, na verdade, sendo manipulados pelas táticas comunistas, com um discurso que distorcia os interesses reais do Brasil. Contrasta o Brasil com a Europa, onde o comunismo, ao contrário, não foi banido e se manteve como um elemento parlamentar legítimo, obrigado a se assumir e a lidar abertamente com suas responsabilidades. A conclusão é que a democracia, com seu funcionamento transparente e a luz do sol, é o maior antídoto contra o comunismo, que se alimenta de ambientes escuros e opacos. |
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