Resumo:
Critica a maneira de governar de Getúlio Vargas, destacando a constante confusão e contradição em suas ações políticas. Ele descreve o caso do Acordo Militar, um tratado importante, em que Vargas adotou uma postura contraditória. Embora o acordo fosse necessário para enfrentar a divisão mundial, com as nações democráticas precisando cooperar, o governo brasileiro, ao mesmo tempo, não demonstrava clareza em sua política interna. A oposição, incluindo comunistas, se opôs veementemente ao tratado, usando estratégias eficazes para mobilizar a população e atacar a implementação do acordo. Destaca a postura hesitante e condescendente do governo, especialmente do ministro Gustavo Capanema, que facilitou as manobras obstrucionistas de adversários. Mesmo dentro do próprio partido governista, houve resistência, com membros do partido trabalhista se opondo ao acordo e outros se abstendo de votar. A crítica de Pilla foca na falta de comprometimento do presidente Vargas com suas próprias decisões políticas, sugerindo que ele se aproveita da confusão política para manter sua posição e poder. A conclusão do autor é que Getúlio Vargas, como um "pescador de águas turvas", se aproveita da incerteza e dos extremismos para manipular e agir conforme seu interesse, sem se comprometer com nenhum lado de forma definitiva.