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Rebate a crítica do Jornal do Brasil sobre a suposta preferência do sistema parlamentar por mediocridades na escolha do presidente da República. Ele argumenta que, na verdade, o Parlamento Francês opta por candidatos com virtudes sólidas, ainda que menos brilhantes, e que o próprio Clemenceau já havia seguido esse critério em suas escolhas políticas. Segundo Pilla, o verdadeiro problema de mediocridade está no sistema presidencial, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países que adotam esse modelo. A razão para isso, segundo ele, está no próprio processo eleitoral. Na eleição direta, os partidos não escolhem necessariamente o melhor governante, mas sim o melhor candidato, ou seja, aquele com maior capacidade de atrair votos. Muitas vezes, quando há figuras de grande personalidade dentro de um partido, a solução para evitar conflitos é optar por uma liderança de segunda ou terceira ordem. Isso faz com que o presidencialismo tenda à mediocridade, pois prioriza a popularidade em detrimento da capacidade administrativa. Para reforçar seu argumento, menciona a derrota de Ruy Barbosa em um pleito memorável, sugerindo que o sistema presidencial frequentemente impede a eleição de grandes estadistas. Dessa forma, ele defende que o sistema parlamentar, ao invés de favorecer a mediocridade, promove uma escolha mais segura e equilibrada dos governantes. |
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