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Rebate as críticas ao parlamentarismo feitas por um articulista do Jornal do Brasil, que usa a França como exemplo de um sistema mal sucedido. Argumenta que esse raciocínio é falho, pois diversos países – como Inglaterra, Itália, Suécia, Holanda, Canadá, Austrália e Índia – adotam o parlamentarismo com sucesso. O problema na França não estaria no sistema em si, mas no fato de o país nunca ter implementado um parlamentarismo clássico, praticando, na verdade, um governo de assembleia, onde o poder legislativo predomina. Enfatiza que os franceses não rejeitam seu modelo de governo, pois, mesmo após a ocupação estrangeira, restabeleceram o mesmo sistema. Ele aponta que, apesar da enorme influência de De Gaulle, a nação optou pela instabilidade ministerial em vez dos riscos do presidencialismo autoritário. Conclui que a experiência francesa demonstra que o parlamentarismo não fracassou. Pelo contrário, é preferido pelos cidadãos, que, aprendendo com a história, rejeitam soluções centralizadoras e figuras personalistas. O único grupo descontente seriam alguns presidentes presidencialistas, cujas opiniões não são levadas a sério, e que, muitas vezes, são obrigados a abandonar o cargo antes do tempo. |
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