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Microscópio: Do Concreto ao Abstrato (1953-05-28)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-20T11:14:10Z
dc.date.available 2025-02-20T11:14:10Z
dc.date.issued 1953-05-28
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/7222
dc.description.abstract Analisa o Projeto Afonso Arinos, que propõe um mecanismo para corrigir distorções do sistema presidencialista em um cenário de multiplicidade partidária. Ele destaca que, na última eleição presidencial, havia três candidatos principais: Getúlio Vargas, Eduardo Gomes e Cristiano Machado. Vargas venceu sem obter maioria absoluta, beneficiando-se da dispersão dos votos da oposição. Caso o projeto estivesse em vigor, permitiria a transferência de votos entre candidatos de tendências semelhantes, garantindo que o eleito representasse, de fato, a maioria do eleitorado. Argumenta que esse modelo se justifica no presidencialismo, onde o governo se origina diretamente do sufrágio popular. No parlamentarismo, por outro lado, as maiorias governamentais se formam no parlamento, dispensando esse tipo de mecanismo. Ele critica o atual sistema, onde a ausência de um segundo turno permite que um candidato seja eleito sem ampla legitimidade, resultando em governos frágeis, obrigados a formar alianças contraditórias para obter sustentação política. Para Pilla, o Projeto Afonso Arinos representaria um avanço para a democracia, ao garantir que o eleito possua uma base política mais sólida. Ele conclui que, se o presidencialismo ainda tiver alguma salvação, isso só será possível com reformas como essa. pt_BR
dc.subject Projeto Afonso Arinos; Sistema Presidencialista; Multiplicidade Partidária; Getúlio Vargas; Parlamentarismo; Maiorias Governamentais; Sustentação Política pt_BR
dc.title Microscópio: Do Concreto ao Abstrato (1953-05-28) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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