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Faz uma crítica ao modo como o Brasil encara o sistema parlamentarista, especialmente em comparação com a França, onde as crises ministeriais frequentes não causam grande preocupação. Sugere que, enquanto os brasileiros se impressionam com as instabilidades políticas francesas, o povo da França prefere a instabilidade momentânea a viver sob uma ditadura ou revolução. Ele destaca que os franceses, devido ao seu histórico com ditaduras, preferem aceitar as crises no governo a comprometer a liberdade política. No Brasil, porém, o foco está na ideia de que as frequentes crises do parlamentarismo são problemáticas, algo que muitos veem como um argumento contra esse sistema. Observa que na França, por outro lado, a maior parte da população continua firme na defesa do sistema parlamentar, apesar das dificuldades. Ele menciona o caso do marechal Mac-Mahon, que deixou marcas na política francesa e ajudou a consolidar a preferência pelo modelo parlamentarista. Por fim, critica os brasileiros que, embora se sintam confortáveis com o presidencialismo, não compreendem que, em outros países, a política está em constante adaptação e que a instabilidade, embora desconfortável, pode ser preferível a outros cenários, como as ditaduras. Reflete sobre as diferentes atitudes em relação à política e a necessidade de se repensar o modelo de governo, em especial o presidencialismo brasileiro. |
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