| dc.description.abstract |
Aborda a inquietação e o clima de incerteza no Brasil, que alimentam o receio de um possível golpe de Estado. Ele destaca que, embora alguns acreditem não haver "ambiente" para um golpe, essa concepção está equivocada. Explica que, ao contrário de uma revolução, que exige um clima de mobilização popular e condições favoráveis, o golpe de Estado pode ocorrer mesmo sem tais condições, bastando o controle de certas posições-chave dentro do governo. Aponta que, em 1937, por exemplo, a maioria das Forças Armadas não estava predisposta a apoiar o golpe, mas o presidente, através de estratégias como assegurar a cumplicidade de generais e ocupar posições estratégicas, conseguiu viabilizar o golpe de Estado. Faz uma análise do poder pessoal dentro do sistema, sugerindo que, embora não haja ambiente para um golpe no sentido tradicional, o golpe ainda é possível através da manipulação do poder e da estratégia. Ele também adverte para a possibilidade de se utilizar movimentos como greves gerais, que, ao paralisarem a economia, poderiam enfraquecer as defesas do país e facilitar um golpe. Conclui que, apesar de não haver um clima de revolta popular, golpes de Estado podem ser orquestrados sem a necessidade de uma agitação popular ampla, o que exige vigilância constante. |
pt_BR |