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Analisa a questão da unidade sindical, argumentando que a concentração de todos os trabalhadores em um sindicato único não é necessariamente benéfica. Embora o argumento principal em favor da unidade seja o fortalecimento das reivindicações, considera essa visão simplista. Para ele, o que realmente importa é a justiça da causa e sua limitação ao campo econômico e profissional. Defende a pluralidade sindical, afirmando que a existência de vários sindicatos independentes não enfraquece a luta dos trabalhadores, mas pode fortalecê-la, pois impede o controle centralizado de uma única entidade sobre toda a categoria. Ele ressalta que a colaboração entre sindicatos livres pode gerar a mesma unidade de ação que se espera de um sindicato único, sem os riscos da manipulação política. O perigo do sindicato único, segundo Pilla, está na facilidade com que pode ser instrumentalizado politicamente. Como todos os trabalhadores são obrigados a se enquadrar nessa estrutura, torna-se mais fácil manobrá-los em ações políticas, independentemente de suas opiniões individuais. Já a pluralidade sindical, por reunir profissionais de diferentes ideologias, dificulta essa manipulação e protege os trabalhadores contra greves políticas ilegítimas. Em conclusão, afirma que a pluralidade sindical preserva a liberdade do profissional e impede que o sindicalismo seja desvirtuado por interesses políticos, sendo, portanto, mais vantajosa tanto para o trabalhador quanto para o cidadão. |
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