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| dc.contributor.author | Pilla, Raul | |
| dc.date.accessioned | 2025-02-25T12:37:24Z | |
| dc.date.available | 2025-02-25T12:37:24Z | |
| dc.date.issued | 1953-09-27 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/20.500.11959/7277 | |
| dc.description.abstract | Critica duramente a justificativa apresentada pelo governo para restringir a liberdade das emissoras de rádio. Segundo ele, a tese defendida pelo então ministro Gustavo Capanema, de que o Poder Executivo deve aplicar todas as leis enquanto não forem expressamente revogadas, é incompatível com o sistema político brasileiro. Pilla argumenta que a Constituição é a lei suprema e que nenhuma norma pode prevalecer contra ela. Leis inconstitucionais, portanto, não possuem validade e não devem ser obedecidas nem aplicadas pelo governo. Ele destaca que a intervenção do Poder Judiciário ocorre apenas quando há controvérsias sobre a aplicação da lei, mas antes mesmo de uma decisão judicial, normas que contrariam a Constituição já são nulas. Além disso, aponta que, mesmo em países onde a Constituição não tem superioridade hierárquica sobre as leis ordinárias, existe o entendimento de que leis ultrapassadas podem perder efeito pelo desuso, sem necessidade de revogação formal. Para ele, a insistência do governo em aplicar uma norma já caduca e incompatível com a nova ordem constitucional reflete um zelo exagerado e artificial pela legalidade, utilizado apenas para justificar restrições à liberdade de expressão. Vê essa postura como um subterfúgio para restabelecer medidas autoritárias sob a aparência de legalidade, em claro desrespeito aos princípios democráticos. | pt_BR |
| dc.subject | Governo; Restrição; Emissoras; Rádio; Gustavo Capanema; Poder Judiciário; Regime Político; Hierarquia | pt_BR |
| dc.title | Microscópio: Zelo Farisáico (1953-09-27) | pt_BR |
| dc.type | Other | pt_BR |