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Analisa a relação entre sistemas de governo e administração pública, destacando as deficiências do presidencialismo e os benefícios do parlamentarismo. Ele ressalta que a política influencia diretamente a administração, especialmente no âmbito das finanças públicas. Citando críticos como Wilson e Lasky, ele aponta que o sistema presidencialista não garante unidade nem permite responsabilidade, resultando em um processo orçamentário caótico. No parlamentarismo, o gabinete governamental tem participação ativa na formulação do orçamento, garantindo coerência entre planejamento e execução. Já no presidencialismo, a separação entre Executivo e Legislativo gera desordem, favorecendo interesses regionais e partidários em detrimento do interesse nacional. Pilla menciona o caso dos Estados Unidos, onde mais de quarenta comissões legislativas influenciam a administração pública, dificultando a execução orçamentária. Também destaca a situação no Brasil, citando um discurso do deputado Leite Neto, que aponta a falta de organização no orçamento da Educação. No modelo atual, a peça orçamentária se torna uma soma de interesses conflitantes, permitindo ao governo utilizar créditos suplementares para criar um orçamento paralelo. Concluindo, defende o parlamentarismo, não apenas como forma de fortalecer a democracia, mas também para garantir uma administração pública mais eficiente, capaz de planejar e executar políticas com maior coerência e responsabilidade. |
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