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Analisa o impacto das Comissões Parlamentares de Inquérito e da convocação de ministros pelo Congresso, destacando seu potencial para aprimorar o sistema político. Ele observa que as comissões, após receberem poderes legais adequados, começaram a exercer influência relevante. No entanto, a convocação de ministros não tem atendido às expectativas, tornando-se um mero exercício retórico sem efeitos práticos. Argumenta que a ausência de uma moção decisória torna a convocação ineficaz, pois, após expor sua visão, o ministro permanece sem obrigação de modificar a postura do governo. Além disso, o presidencialismo distorce a prática, pois, em vez de se submeter às regras do Congresso, o ministro goza de privilégios como a imunidade contra apartes, transformando sua fala em uma longa dissertação sem limitações de tempo. Outro problema destacado é a resistência do Congresso em dividir a sessão quando o debate se prolonga. Muitas vezes, a sessão é estendida por horas, tornando inviável um interrogatório eficaz, já que poucos parlamentares mantêm disposição para continuar o debate após discursos exaustivos. Conclui que, se as práticas vigentes não forem reformadas, a convocação dos ministros perderá completamente sua utilidade, tornando-se apenas um ritual sem consequências. Para evitar esse esvaziamento, ele sugere ajustes que garantam maior efetividade ao processo, reforçando a função fiscalizadora do Legislativo e equilibrando sua relação com o Executivo. |
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