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Critica a restrição imposta pelo Regimento Interno da Câmara, que impede a apresentação de proposições com sugestões ou recomendações a outro poder. Esse entrave foi evidenciado no caso da Comissão de Inquérito sobre as Operações da CEXIM, que se viu impossibilitada de solicitar formalmente o afastamento do diretor da Carteira, mesmo diante de graves acusações. Para contornar a situação, a Comissão apelou ao líder da maioria, representante do governo, conseguindo a demissão espontânea do diretor. Argumenta que essa norma regimental interpreta arbitrariamente a Constituição, que, embora estabeleça a independência dos Poderes, também exige sua harmonia. Ele ressalta que a possibilidade de um poder sugerir ou recomendar algo a outro não compromete a independência, mas sim reforça a cooperação institucional. Como exemplo, menciona que os ministros são obrigados a comparecer ao Congresso para prestar esclarecimentos, o que já demonstra a interdependência entre os poderes. Conclui que o Regimento da Câmara muitas vezes se sobrepõe à Constituição, dificultando sua correta aplicação e o equilíbrio entre os poderes. A necessidade de reformar essas normas é evidente para garantir que o Legislativo possa exercer seu papel fiscalizador e colaborar com o Executivo, assegurando um governo mais transparente e eficiente. |
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