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Destaca a importância das Comissões de Inquérito, previstas na Constituição, como ferramenta essencial para a fiscalização do Poder Legislativo. Essas comissões garantem o acompanhamento da coisa pública, além da simples atividade legislativa. Inicialmente, a Câmara dos Deputados teve dificuldades para utilizar esse recurso, mas, com o tempo e a criação de uma lei específica, proposta por Plínio Barreto, aprimorou sua atuação. Um dos maiores sucessos dessas comissões foi a investigação sobre os empréstimos de "Última Hora", que revelou grandes escândalos de corrupção. No entanto, critica uma recente tese defendida por um jornal, segundo a qual as denúncias estariam sendo recolhidas com muita facilidade. O argumento seria uma petição de princípio, pois as comissões existem justamente para investigar e apurar a verdade, e não apenas para agir após as denúncias serem comprovadas. Tranquiliza os críticos ao afirmar que denúncias infundadas são naturalmente descartadas e não comprometem a respeitabilidade das comissões. Para ele, o verdadeiro perigo para essas instituições está na tentativa de truncar investigações, como ocorreu recentemente na apuração das relações entre empresas jornalísticas e o Banco do Brasil. Esse tipo de interferência sim poderia abalar a credibilidade das comissões e comprometer sua função essencial na preservação da transparência e do equilíbrio democrático. |
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