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Microscópio: O Curandeiro (1953-12-27)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-27T12:54:07Z
dc.date.available 2025-02-27T12:54:07Z
dc.date.issued 1953-12-27
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/7325
dc.description.abstract Utiliza uma metáfora para criticar a política nacional, comparando o país a um doente e seu líder a um médico incompetente, que, apesar de não ter realizado milagres, é reverenciado pela população. Inicialmente, o paciente – descrito como um gigante rico, porém frágil – sofria de distúrbios leves, que poderiam ser resolvidos com o tempo. No entanto, o médico assumiu o caso e, ao longo de vinte anos, aplicou tratamentos ineficazes, mantendo o paciente em um estado de dependência e ilusão. Mesmo quando foi afastado por um período, o próprio doente, agora realmente enfraquecido, pediu sua volta, pois já não conseguia viver sem as artimanhas do curandeiro. O tratamento aplicado se tornou cada vez mais agressivo, envolvendo uma combinação de exploração extrema e intervenções convulsivas, que esgotaram completamente as forças do paciente. Questiona até quando o doente poderá resistir a esse método destrutivo e destaca a insistência do médico em manter seu regime, mesmo quando seu tratamento já demonstrou ser nocivo. A fábula, embora fictícia, reflete a realidade política do país e a relação entre seus governantes e o povo. Pilla sugere que a população se mantém refém de um sistema que, em vez de curar suas mazelas, apenas prolonga seu sofrimento. A crítica se dirige à passividade nacional, que permite a continuidade desse governo, mesmo diante de seus efeitos devastadores. pt_BR
dc.subject Médico; Tratamento; Ilusão; Dependência; Governo; Intervenção; Incompetência; Enfraquecimento pt_BR
dc.title Microscópio: O Curandeiro (1953-12-27) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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