Resumo:
Analisa o poder de corrupção do Governo Federal, ressaltando sua capacidade de manipular agentes, conceder benefícios materiais, e controlar créditos financeiros. Ele cita Danton Jobim, que denuncia como esse poder, nas mãos erradas, se torna instrumento de suborno e opressão, não apenas contra indivíduos, mas também contra Estados federados, comprometendo a autonomia política. Destaca que essa hipertrofia do poder estatal decorre do intervencionismo, especialmente sob Getúlio Vargas, ampliando a ditadura política para o campo econômico e financeiro. Como consequência, ele prevê que as eleições serão fraudadas pelo que chama de "Grande Corruptor", referindo-se ao próprio governo. Critica a ideia de que a opinião pública possa conter esse abuso, pois o sistema presidencialista oferece pouco espaço para a influência popular. Ele argumenta que a verdadeira causa do problema está nas instituições, e não apenas nos governantes. Vargas, segundo ele, apenas exacerbou as falhas do sistema, demonstrando suas possibilidades extremas. A solução, segundo ele, não é apenas denunciar a corrupção, mas eliminar os meios que a tornam possível. Ele conclui que o problema do Brasil não é a falta de homens honestos, mas sim a existência de um sistema que facilita e incentiva a corrupção.