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Aborda a questão do uso correto da linguagem em relação à deputada Ivete Vargas, eleita para a Câmara dos Deputados. Embora a eleição de uma mulher para o cargo não seja inédita, ela gerou discussões sobre como denominá-la, já que a função de deputação foi, até então, exercida exclusivamente por homens. Reflete que, em português, a denominação de cargos públicos deve seguir a lógica de gênero, e, portanto, uma mulher eleita deputada deve ser chamada de "deputada", e não de "deputado". Argumenta que a situação política mudou com a eleição de mulheres para esses cargos, o que modifica também o aspecto linguístico, pois, antes, o termo "deputado" só se aplicava aos homens. Também compara esse caso com outros exemplos linguísticos, como "médica", "advogada" e "professora", que têm o feminino claramente definido. Ele destaca que, em algumas situações, o mesmo substantivo pode ser usado para ambos os sexos, como "cúmplice" ou "cônjuge", mas a palavra "deputado" não se enquadra nesse caso, pois é um vocábulo biforme que sempre teve uma forma feminina específica. Conclui defendendo que Ivete Vargas deve ser chamada de "deputada", mantendo o respeito à forma linguística adequada para o cargo e o gênero. |
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