Resumo:
Critica o medo de Rachel de Queiroz em relação ao parlamentarismo, que considera um sistema instável, especialmente no contexto político brasileiro. A escritora teme que, com o parlamentarismo, o país enfrente uma maior instabilidade governamental, com caudilhos e demagogos assumindo o controle. Por outro lado, argumenta que esse medo é infundado. Ele afirma que, embora o Congresso atual esteja limitado por um sistema presidencialista, ele ainda exerce um papel importante e pode até derrotar o governo em algumas situações, como no caso das leis vetadas pelo Presidente. Destaca que o verdadeiro perigo reside no sistema presidencialista, onde os caudilhos, uma vez no poder, têm maior dificuldade em ser removidos devido às prerrogativas garantidas pela Constituição, como o mandato fixo. Sugere que o parlamentarismo seria mais eficaz no combate a figuras autoritárias, pois o governo seria formado pela maioria no Congresso e poderia ser facilmente deposto por um voto de desconfiança. Para ele, o sistema presidencialista na América Latina cria uma ditadura temporária, onde a permanência no poder é mais garantida, favorecendo a ascensão de caudilhos. Tranquiliza a escritora, afirmando que a maior ameaça vem do regime presidencialista, que oferece maiores recursos para a perpetuação de líderes autoritários, enquanto o parlamentarismo poderia prevenir esse risco ao possibilitar uma maior flexibilidade e controle.