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Refuta a ideia defendida pelo Estado de São Paulo de que a adoção do Parlamentarismo no Brasil levaria à anarquia devido às disputas pela Presidência do Conselho e por pastas ministeriais. Para ele, a competição por cargos no governo é algo normal e necessário em qualquer sistema democrático e tende a desaparecer quando os cidadãos mais capazes perdem interesse. No Parlamentarismo, essa disputa ocorre de maneira organizada, em um ambiente seletivo, onde a responsabilidade política é maior. Critica a falta de explicação do jornal paulista para sua visão alarmista, enquanto ignora as graves crises de sucessão presidencial no sistema vigente. Ele relembra que, no Presidencialismo, essas crises já levaram o país à revolução e continuam a ameaçar a estabilidade política. Em 1954, a incerteza quanto ao futuro do regime democrático preocupa os mais clarividentes. Aponta que o maior temor não é apenas uma má escolha de presidente, mas a impossibilidade de escolha, o que pode gerar uma crise institucional. No sistema presidencialista, uma vez eleito, o governante permanece por cinco anos, independentemente de seu desempenho, tornando o voto mais um ato de renúncia do que de mandato popular. Encerra mencionando a distribuição gratuita do Catecismo Parlamentarista, reforçando a importância do debate público e da disseminação das ideias sobre o Parlamentarismo. |
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