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Analisa a contradição presente em importantes jornais brasileiros que defendem o presidencialismo, apesar de reconhecerem indiretamente seus defeitos. Ele destaca que a imprensa, como principal canal da opinião pública, deveria apoiar um sistema mais sensível à sua influência, como o parlamentarismo. No entanto, devido aos hábitos políticos e administrativos enraizados pelo presidencialismo, muitos jornais acabam desempenhando um papel que desvia de sua função essencial de esclarecer o público. Cita o caso do jornal Correio da Manhã, que, no mesmo espaço em que rejeita a Emenda Parlamentarista, publica um artigo que expõe a irresponsabilidade generalizada dentro do atual sistema, mencionando desde o presidente da República até os chefes de polícia e comissários. Questiona se essa irresponsabilidade é uma característica dos indivíduos ou se decorre da estrutura política vigente. A resposta, segundo ele, é evidente: o sistema presidencialista é o verdadeiro responsável por permitir e perpetuar essa falta de responsabilidade. Conclui, então, que um regime que consagra a irresponsabilidade não pode ser considerado verdadeiramente democrático. Dessa forma, a própria imprensa presidencialista, ao denunciar os abusos do sistema, acaba, mesmo que involuntariamente, reforçando a necessidade da reforma parlamentarista. |
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