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Microscópio: Temores (1954-06-02)

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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-28T13:35:54Z
dc.date.available 2025-02-28T13:35:54Z
dc.date.issued 1954-06-02
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/7400
dc.description.abstract Analisa a declaração do ministro Tancredo Neves, que afirma que o governo não pretende dar um golpe, pois sua força provém da Constituição. Questiona a credibilidade dessas palavras, destacando que, em um regime presidencialista, as intenções do presidente da República são mais relevantes do que as declarações de um ministro. Relembra o golpe de Estado de 1937, liderado por Getúlio Vargas, e aponta que suas consequências ainda não foram superadas. Desde seu retorno ao poder, Vargas frequentemente inquieta o país com discursos e decretos, reforçando a desconfiança da sociedade. Esse histórico torna difícil acreditar na sinceridade da defesa do regime constitucional. Critica a tentativa de culpar a oposição pela falta de confiança no governo. Para ele, não se pode exigir credibilidade sem ações concretas que sustentem as palavras do ministro. Se o governo realmente deseja dissipar as suspeitas sobre suas intenções, deve demonstrar, por meio de atitudes claras, seu compromisso com a democracia. pt_BR
dc.subject Governo; Golpe; Constituição; Tancredo Neves; Presidente da República; Regime Presidencialista; Golpe de Estado de 1937; Getúlio Vargas pt_BR
dc.title Microscópio: Temores (1954-06-02) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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