Resumo:
Discute a tentativa do Tribunal Superior Eleitoral de eliminar eleitores falsos, um problema que, segundo ele, já está amplamente comprovado e pode distorcer o resultado das eleições em determinados municípios. Embora a ação depuradora seja essencial para garantir a legitimidade do pleito, Pilla observa que há forte oposição de setores políticos que temem perder sua base eleitoral. Destaca a crítica do deputado José Bonifácio, que considera o processo de revalidação dos títulos eleitorais ineficaz, pois não há um meio seguro de confirmar a identidade dos eleitores. Assim, títulos falsos podem ser facilmente revalidados, mantendo a fraude no sistema eleitoral. Argumenta que a única solução real para o problema já existia no Código Eleitoral de 1932, que estabelecia mecanismos eficazes de identificação do eleitor. No entanto, esse código foi desmantelado pela ditadura de 1937, que, segundo ele, tinha aversão ao voto. A restauração desse sistema em 1945 teria sido simples, mas não foi feita porque ainda havia interesse em manter a possibilidade de fraude. Ele conclui afirmando que o novo Congresso será posto à prova: ou restaurará os princípios do Código de 1932, garantindo eleições legítimas, ou ficará evidente que a classe política não deseja uma democracia honesta.