Resumo:
Comenta um caso ocorrido na França, onde um atleta tchecoslovaco foi impedido de entrar no país após fazer declarações ofensivas sobre Paris. O esportista descreveu a capital francesa como uma cidade dominada pelo materialismo e pela literatura vulgar. Independentemente da veracidade das críticas, Pilla argumenta que o mais preocupante é a atitude do governo francês, que ao impedir a entrada do atleta, contradiz o próprio ideal de liberdade que Paris historicamente simboliza. Ele destaca a ironia de uma cidade reconhecida como um centro de diversidade cultural agir de maneira semelhante a regimes totalitários. Vê esse episódio como um sintoma de um problema maior: o ressurgimento do nacionalismo excludente em um momento em que a interdependência entre nações se torna cada vez mais necessária. Para ele, esse fenômeno não surpreenderia caso ocorresse em países menos desenvolvidos politicamente, mas torna-se alarmante ao acontecer na França, considerada um farol da liberdade. Alerta que essa tendência representa um retrocesso perigoso, pois restabelece barreiras já superadas e ameaça os avanços conquistados pela humanidade. Em sua visão, o mundo está em declínio e, se continuar nesse caminho, corre o risco de se autodestruir.