Resumo:
Analisa um artigo de Vincent Auriol, ex-presidente da França, que descreve os desafios enfrentados pelo país após duas guerras devastadoras. A França, apesar da destruição territorial e da perda de milhões de vidas, conseguiu se reconstruir rapidamente, diferentemente de nações que pouco participaram dos conflitos. Esse cenário, segundo Pilla, contesta a visão dos presidencialistas brasileiros de que o regime parlamentarista francês seria ineficaz. A suposta instabilidade dos gabinetes ministeriais, frequentemente apontada como um problema, não impediu o progresso econômico e político da França, nem colocou sua liberdade em risco. Pelo contrário, pode ter funcionado como um estímulo para a resolução de questões urgentes. O próprio Auriol reconhece que, apesar das crises ministeriais, a atividade do país não é paralisada, e há uma continuidade na política externa. No entanto, o prestígio internacional da França sofre com essa instabilidade. Pilla ressalta que Auriol propõe uma reforma no sistema parlamentar francês para garantir sua sobrevivência, sem detalhar, no entanto, se essa mudança seguiria uma direção presidencialista. Encerra sugerindo que essa questão será abordada em outra ocasião, deixando implícito que a defesa do parlamentarismo permanece válida, mesmo diante das dificuldades francesas.