Resumo:
Critica o comportamento imprudente dos motoristas no Rio de Janeiro, destacando o desrespeito às regras de trânsito e à vida humana. Ele compara o significado do sinal verde a uma permissão para avançar, mas com cautela, e não como um incentivo para ignorar obstáculos e atropelar tudo à frente. No entanto, ele observa que muitos motoristas cariocas interpretam a luz verde como uma ordem de ataque, ignorando pedestres e outros veículos menores, o que contribui para o alto número de acidentes. Além dos desastres no trânsito, Pilla sugere que essa mesma mentalidade agressiva se reflete em outros aspectos da sociedade carioca, incluindo a violência cotidiana e os conflitos interpessoais motivados por razões fúteis. Ele argumenta que a falta de respeito pelo próximo torna a capital brasileira um local onde o desprezo pela vida é evidente e preocupante. Em contraponto, menciona uma experiência pessoal em São Paulo, onde os motoristas demonstram um comportamento mais civilizado no trânsito, aguardando os pedestres atravessarem antes de avançar, seja por respeito espontâneo ou imposição legal. Essa diferença entre as duas cidades leva Pilla a questionar se alguém se dedicará a civilizar o Rio de Janeiro, sugerindo que a cidade ainda mantém traços de barbárie em sua convivência urbana.