Resumo:
Reflete sobre a questão do poder popular, abordando uma crítica feita por um correspondente que vê como uma "burla" o princípio constitucional de que "todo poder emana do povo". O correspondente questiona o fato de o povo não eleger diretamente os ministros, juízes e outros cargos públicos. Pilla responde que isso não configura uma burla, mas sim uma adaptação do sistema político, onde o povo exerce seu poder indiretamente, por meio de representantes eleitos que fazem as nomeações e tomam decisões em seu nome. No sistema parlamentarista, por exemplo, os ministros não são diretamente eleitos pelo povo, mas nomeados com base na opinião pública e podem ser destituídos quando esta se tornar adversa. Argumenta que, ao contrário do que o missivista sugere, o povo tem, de fato, controle sobre o governo, já que pode alterar as leis e os critérios de nomeação de acordo com a vontade popular. Critica a visão do missivista, que parece preferir um governo pessoal e absoluto, onde o poder vem de uma única figura ou de um pequeno grupo. Segundo ele, isso conduz inevitavelmente à ditadura. Ao contrário, o poder no sistema democrático deve ser exercido em nome do povo, e é isso que distingue um regime democrático de um regime autoritário ou ditatorial.