Resumo:
Argumenta que a atividade política não deve ser considerada uma profissão, mas uma carreira. Ele destaca que a política não deve ser um meio de vida, pois aqueles que dela dependem para se sustentar perdem a independência necessária para tratar dos interesses coletivos. O político não deve precisar de outro cargo após terminar um mandato, pois isso o reduziria a uma condição parasitária. Sugere que, após o fim de um cargo público, o político deve retornar à vida comum, assim como o operário volta à sua oficina ou o médico a seus pacientes. Para ele, isso é democrático, pois a democracia não aceita a criação de castas e contribui para corrigir os erros de perspectiva típicos do poder. Embora a política não deva ser profissão, Pilla a considera uma grande e nobre carreira. Ele observa que a maioria dos cidadãos não pode se dedicar exclusivamente à coisa pública, devido às suas ocupações pessoais. Aqueles que se dedicam à política não o fazem por capricho, mas porque o cargo exige experiência e confiança pública, o que é adquirido com o tempo. Reforça que a política não permite improvisações, sendo um caminho lento e difícil. Mesmo com os desafios e obstáculos, a carreira política é enriquecedora e pode ser acelerada, muitas vezes, longe dos cargos públicos, quando o político retorna à sua base.