Resumo:
Discute a distinção entre "profissão" e "carreira", aplicando essa diferenciação à atividade política. Ele propõe que a política deve ser vista como uma carreira, e não como uma profissão. Segundo ele, uma profissão é um meio de vida, um emprego, enquanto uma carreira envolve um caminho gradual e desafiador, com possibilidade de progresso ou retrocesso. Esclarece que, embora profissão e carreira sejam, em alguns contextos, sinônimos, a palavra "carreira" tem um matiz mais amplo, que remete à trajetória ou curso de desenvolvimento ao longo do tempo. Reflete sobre o fato de que a política é um percurso lento e difícil, em que o político adquire experiência e ganha a confiança dos cidadãos. Por isso, ele a define como uma carreira, com um trajeto contínuo de crescimento e desafios, e não como um emprego fixo. A atividade política, segundo Pilla, não deveria ser encarada como profissão, pois isso significaria que ela é tratada apenas como um meio para garantir sustento e benefícios pessoais. Reforça que a política deve ser dedicada ao bem coletivo, e não aos interesses próprios dos envolvidos. Em resumo, ele argumenta que a política deve ser entendida como uma carreira, com todas as implicações de evolução e compromisso com a sociedade, em oposição à visão de ser um meio de vida ou profissão.