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| dc.contributor.author | Pilla, Raul | |
| dc.date.accessioned | 2025-03-06T16:50:42Z | |
| dc.date.available | 2025-03-06T16:50:42Z | |
| dc.date.issued | 1954-07-17 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/20.500.11959/7428 | |
| dc.description.abstract | Reflete sobre o papel do sistema parlamentar de governo na história do Brasil, destacando equívocos comuns sobre a Monarquia. Muitos acreditam que o sistema parlamentar foi instituído pela Constituição Imperial e que o Poder Moderador, atribuído ao Imperador, foi responsável por seu funcionamento. Rebate essa ideia, afirmando que a Constituição de 1824, concedida por D. Pedro I, não era parlamentarista, mas sim, de certo modo, presidencialista. O que realmente possibilitou o funcionamento do parlamentarismo foi o espírito democrático dos homens públicos da época, que, apesar da Constituição, desejavam um governo representativo, no qual os ministros, embora nomeados pelo Imperador, deveriam ser responsáveis pelo Parlamento e dependentes da sua confiança. Esse conflito entre a prática democrática e o Poder Moderador levou à abdicação de D. Pedro I, que não aceitava a limitação de suas prerrogativas. D. Pedro II, embora tenha defendido inicialmente o Poder Moderador, acabou reconhecendo as necessidades da democracia representativa e abandonou tais prerrogativas, transformando-se em um monarca com funções semelhantes ao modelo britânico. A partir dessa transição, o sistema parlamentar se consolidou no Brasil, até ser interrompido pela Revolução de 1889. Pilla conclui que a História mostra que o Poder Moderador não foi responsável pelo parlamentarismo, mas sim o desejo de uma verdadeira democracia representativa. | pt_BR |
| dc.subject | Monarquia; Sistema Parlamentar; Constituição Imperial; Poder Moderador; Transição Política; Revolução de 1889; Parlamento | pt_BR |
| dc.title | Microscópio: Poder Moderador e Parlamentarismo (1954-07-17) | pt_BR |
| dc.type | Other | pt_BR |