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Explica como o sistema de governo parlamentar poderia ser aplicado aos municípios. O princípio fundamental do sistema parlamentar é que o Poder Executivo depende da confiança do Legislativo. Sugere que, nos municípios, o prefeito poderia ser eleito pela Câmara Municipal, como ocorre no governo nacional e estadual, mas com algumas adaptações para atender à realidade local. Nos municípios maiores, como Rio de Janeiro e São Paulo, seria possível ter um gabinete com vários secretários para administrar os diversos departamentos. Já nos municípios menores, a administração seria mais simples, com o prefeito e um secretário. Mesmo assim, o sistema parlamentar poderia ser mantido, com o prefeito sendo politicamente responsável perante a Câmara Municipal, que teria o poder de afastá-lo se perder a confiança. Destaca a simplicidade do modelo nos municípios, onde a divisão do trabalho é mais enxuta, mas o essencial do sistema parlamentar se manteria. Ele também aborda a questão da dissolução da Câmara Municipal, que seria difícil de ser implementada, mas poderia ser substituída por mecanismos de democracia direta, como a iniciativa popular, o referendo e o plebiscito, que são especialmente aplicáveis à vida municipal. Em resumo, Pilla propõe que a aplicação do sistema parlamentar nos municípios pode ser simplificada, sem perder sua essência de responsabilidade política do executivo perante o legislativo. |
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