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Analisa a trajetória política de Júlio de Mesquita, fundador do jornal O Estado de São Paulo, destacando seu papel na República e suas discordâncias com o regime republicano da época. Júlio de Mesquita, um dos primeiros republicanos influentes, se distanciou do modelo republicano vigente, participando ativamente de movimentos políticos que buscavam aprimorar o regime. Ele compartilhou estreitas afinidades com Assis Brasil, um defensor de um sistema misto, mais próximo ao parlamentarismo do que ao presidencialismo. Assis Brasil acreditava que o presidente da República deveria ser escolhido pelo Congresso, não pelo povo, e que os ministros teriam maior responsabilidade perante o Congresso, assumindo um governo coletivo. Essa visão mista e reformista se alinhava com o pensamento de Júlio de Mesquita. A suposição de Pilla sobre a adesão de Júlio de Mesquita ao parlamentarismo é confirmada por um testemunho de Pedro Moacir, que, em 1916, incluiu o nome de Júlio de Mesquita como um dos republicanos que se tornaram parlamentaristas. No entanto, a mudança de posicionamento é clara com o filho de Júlio de Mesquita, que, à frente do jornal, se tornou um defensor do presidencialismo e de uma postura mais intolerante, rejeitando a ideia renovadora do parlamentarismo. Critica essa atitude do filho, sugerindo que, ao menos em homenagem à memória do pai, ele deveria permitir o debate livre sobre a reforma. |
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