Resumo:
Critica a visão de um jornalista que considera o adiamento das eleições como uma ameaça à democracia. Questiona os argumentos de quem vê no adiamento uma restrição à liberdade eleitoral, argumentando que um simples adiamento de outubro para dezembro não abalaria as instituições ou a democracia. Destaca que o adiamento seria uma medida para garantir a realização de um pleito mais adequado, com maior reflexão e menos impulsividade. Diferencia essa situação de um adiamento indefinido ou da supressão total das eleições, que, sim, seriam prejudiciais à democracia. Ele critica a confusão entre esses conceitos, afirmando que o adiamento por um período limitado visa a organização do pleito, sem comprometer o regime. Também reflete sobre a importância de um ambiente mais tranquilo e sereno para a realização da eleição, o que não prejudicaria os interesses dos partidos políticos. Por outro lado, o jornalista criticado por Pilla, em vez de adotar uma abordagem racional, privilegia a paixão e o imediatismo, o que, para ele, compromete a qualidade do debate democrático. Pilla menciona ainda a crise política no Rio Grande do Sul como um exemplo de como a paixão e o conflito exacerbaram a situação, em vez de permitir um ambiente democrático saudável. Ele finaliza sugerindo que o jornalista prepare uma obra em defesa da paixão no processo democrático, tema que ele considera um contrassenso.