Resumo:
Aborda a trajetória do jornal Estado do Rio Grande, destacando sua participação ativa na Revolução de 1930 e nos eventos políticos subsequentes. Inicialmente, o jornal foi fundamental no apoio à Campanha Liberal e no processo revolucionário, criticando os desvios do governo de Getúlio Vargas, que, ao assumir o poder, contrariou os ideais da revolução. Enfatiza que, embora o jornal tivesse contribuído para a ascensão de Vargas, ele logo se distanciou dos excessos de poder e passou a denunciar os erros do novo governo. A partir de 1937, com o estabelecimento da ditadura do Estado Novo, o Estado do Rio Grande foi fechado, e seus jornalistas perseguidos. No entanto, após a queda do regime, o jornal voltou a ser publicado, enfrentando mais uma vez a repressão e o fechamento durante os anos seguintes. Explica que, embora o Brasil tivesse uma constituição, o governo continuava a ser dominado por forças antidemocráticas, resultando em constantes abusos de poder. Então, reflete sobre a responsabilidade do jornal em contribuir para a ascensão de Vargas ao poder, reconhecendo suas falhas, mas também reafirmando o compromisso com a democracia. O jornal, em sua terceira fase, busca agora revelar as dificuldades do país, criticando os interesses políticos que sacrificam o Brasil, e trabalhando pela regeneração da nação.